sábado, 7 de julho de 2007

Puerto Madero






Julho/2007 – Buenos Aires (Argentina)

La Boca 2





…mais um pouco da parte bonita de LA BOCA!

La Boca






Julho/2007 - Buenos Aires (Argentina)

quinta-feira, 5 de julho de 2007

A Argentina também entrou no Reino de Deus


Sábado, 30 de junho de 2007, fim da tarde. Ainda no primeiro dia em Buenos Aires, tentava me localizar. Estava parado na esquina da Avenida Corrientes com a 9 de Julho. Passei uns minutos olhando em volta a grandiosidade da cidade. Com um mapa na mão procurava como ir ao Abasto, bairro do museu Carlos Gardel e da casa noturna Azucar, onde se danca salsa. Lá também há um grande shopping center feito em uma antiga construcao, cuja fachada foi preservada.


Bem, logo identifiquei a direção do metrô que eu deveria tomar: linha vermelha até a estação Carlos Gardel. Quando ainda terminava de conferir o mapa, veio alguém me pedir informação. Uma mulher aparentemente com pouco menos de 30 anos me viu com um mapa e achou que eu seria a pessoa ideal para ajudá-la. Ela me perguntou como chegar ao numero 4070 da Av. Corrientes. Olhei mais um pouco o mapa e constatei que ela deveria tomar o mesmo metro que eu e descer na estação Medrano, uma depois da Carlos Gardel. Fomos juntos.


Paula veio de uma cidade do interior, distante 160 Km da capital argentina। Pedi para ela repetir o nome da cidade, mas quando chegou a terceira repetição e continuei sem entender, resolvi entrar logo no assunto e descobrir porque ela estava tão tensa, algo entre impaciente e aflita. Ela acabara de chegar a Buenos Aires só para visitar a Igreja Universal , por indicação de um pastor. Paula detesta cidade grande e não se sente bem no meio da multidão.


Se dependesse dela, não viria a Buenos Aires, mas por indicação do pastor veio visitar a ingreja da Av. Corrientes , 4070. Quando eu disse que sou brasileiro ela ficou muito contente. Contou que os pastores não pronunciam bem o castelhano e costumam falar em português. "Não entendo quase nada do que eles falam, mas gosto muito", enfatizou esta argentina com olhar determinado de quem estava se referindo a grandes salvadores do mundo. Se é uma coisa que não falta pelo mundo são messias brasileiros. O que pouca gente esperava seria vê-los mostrar o caminho do reino de deus aos portenhos.


No número 4070 da Av. Corrientes eu nao fui, mas fotografei a bela Igreja Universal da rua Lavalle.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Um papo com a Casa Rosada



30/06/07-Primeiro dia em Buenos Aires। E o primeiro destino não poderia ser outro: a Casa Rosada. Dez horas da manhã, sai do albergue Portal del Sur, na rua Hipólito Hirigoyen, 855. Aliás, vale destacar que é um ótimo lugar para se hospedar. Em menos de cinco minutos de caminhada já podia avistar a tão falada casa de governo da República Argentina. Logo estava na Praça de Maio e, em seguida, diante da dita cuja. Como é costume no Brasil, olhei de cima a baixo, dei volta completa para conhecer os dois perfis e a parte de trás. Foram uns vinte minutos mirando. Ela então me perguntou:
por que você me olha tanto com este ar de não sei o quê?
Não sei... é que você não parece ser exatamente rosada.
Como não?
Esta cor é tudo menos rosa... não é pink, rosa-choque, rosa-bebê, muito menos tem o tom da pantera-cor-de-rosa.
Mas uma coisa voce não pode negar.
O que?
Você ficou vidrado em mim.
Não, isso não...
Como não?
Eu apenas estou tentando entender porque você tem esta cor de sei lá o que.
O que eu quero mesmo é chamar a atencao...
Isso eu já imaginava...
O assédio sobre mim é tanto que a seguranca aumentou por aqui. Até tiveram que cercar tudo a minha volta.
Deu para perceber...
Cada um que ache o que quiser, mas eu sou irreverente, já aguentei todo o tipo de homem e até uma mulher estranha. Dos mais duros aos mais populistas, dos golpistas aos populares...
E parece que há mais uma mulher interessada em você, não é?
Sim... ela viu o marido comigo e não resistiu.
E o que voce acha disso?
Não estou muito preocupada com isso. Todos passam, mas eu fico.
Mas você não se preocupa em andar bem acompanhada?
Olha aqui, meu filho. Olha bem na minha fachada. Você acha que as pessoas vêm aqui para me ver ou para ver quem está aqui comigo?
Realmente... não sei o que dizer...
Então não diga, apenas me olhe.
Está vendo aquele homem vendendo bandeira lá perto da Praça de Maio?
Sim, claro.
Você poderia me fotografar de lá com aquela bandeira maravilhosa em primeiro plano.
Então esta bem... vou fazer isso para massagear ainda mais seu ego.
Aproveita que o sol esta brilhando, isso vai ajudar a iluminar melhor minha beleza.
Pode deixar que vou fazer isso agora. Tchau! Um dia quem sabe eu volto.
Sei que você volta... pelo menos terá vontade de me ver de novo, como acontece com todos que passam por aqui.
Então, até um dia!
Até!
Vou embora sem saber que diabos de cor é essa, mas tenho certeza que a irreverência argentina realmente é única. Dizem que é a cor de uma pedra símbolo da Argentina. Mas há quem diga que é coisa de política, uma mistura das cores dos principais partidos na época da pintura da nobre casa, os brancos e os colorados.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Colômbia: Um dia inesquecível em Santa Marta




Após dois intensos dias em Cartagena, aluguei um carro e segui de madrugada para Santa Marta, a primeira cidade fundada na Colômbia. Ela é conhecida pelas praias e pela Serra de Santa Marta, próxima à fronteira com a Venezuela. Assim que cheguei, telefonei para José, um médico anestesista nascido naquela cidade, radicado em Teresópolis (RJ) há oito anos. Um colombiano quase brasileiro. Nos conhecemos no vôo entre São Paulo e Bogotá e ele gentilmente me convidou para conhecer sua cidade. Ele me informou o telefone da casa de sua irmã, onde ficaria por uma semana.

A viagem foi quase tranqüila. A chuva não muito forte atrapalhou pouco. O que eu não esperava mesmo era um policial me parar na rodovia. Ele me olhou com cara de desconfiado, fez muitas perguntas, revistou bagagem e tentou achar alguma coisa para me complicar. Tive sorte, o cara acabou desistindo de encontrar algo errado e me liberou. A chegada em Santa Marta foi um pouco atrapalhada. Havia mais de uma entrada e eu cheguei a me perder, mas logo achei o caminho que me faria chegar ao centro.

Estacionei próximo à praia no centro da cidade e meu mais novo amigo colombiano foi me encontrar. Fomos a uma praia particular em companhia de sua irmã e de uma sobrinha adolescente. Passamos uma tarde maravilhosa, com direito a ver papagaio, tomar banho de piscina e de mar, deitar numa deliciosa rede sob agradáveis árvores, além de comer muito bem no restaurante também exclusivo do clube privado.

Fim de tarde, veio a despedida. Meu amigo colombiano, José, é uma das pessoas mais educadas, tranqüilas e polidas que tive o prazer de conhecer. Daquelas que estão sempre preocupadas com o bem estar de quem está ao seu redor, principalmente quando se trata de um convidado. Entrei no meu carro alugado e segui para Barranquilla. Estava chegando a hora de encontrar Cláudia.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Colômbia: Cartagena de Indias é história viva




Saí de Bogotá e depois de uma hora e meia de vôo pela Avianca estava em Cartagena. Do aeroporto até o centro antigo, dividi o táxi com um padre colombiano cujo irmão morava em Fortaleza. A igreja ficava bem próxima ao albergue que eu procurava, mas o sacerdote não hesitou em determinar a um de seus fiéis que me acompanhasse até a porta da hospedagem. Cidade linda, praia nem tanto. O que valeu, e muito, foi exatamente o local que circundava o albergue, onde era possível caminhar até de madrugada no interior daquela grande muralha que abrigava a cidade construída em 1533.

Em Cartagena de Índias ficava o porto que escoava a riqueza das Américas rumo a Espanha. Lá também ficava a sede da Santa Inquisição. Voltando a comentar os momentos de conversa com aquele padre durante o trajeto no táxi, não poderia deixar de mencionar as coisas que me passaram pela cabeça e que obviamente não poderia falar ao religioso. A primeira foi o fato de estar tranqüilo quanto a dividir o táxi com ele, pois dificilmente um sacerdote me passaria a perna e seguramente me daria informações fidedignas.

Veio também a lembrança de que eu estava num poderoso centro regional da Santa Inquisição e eu poderia ser queimado numa fogueira ou receber outra condenação qualquer. Claro que este temor não chegou a se instalar em mim, apenas pensei nele ao me remeter por algum instante ao passado e imaginar como eu seria tratado naquela época. Ainda bem que nasci na segunda metade do século XX... ao menos no que diz respeito a possíveis condenações por heresia.

Cartagena é linda e o albergue que escolhi, fantástico. Curti muito a cidade chamada de “A Heróica” por Simón Bolívar, o libertador. Uma das primeiras coisas que fiz, que pode até parecer ridículo, foi ir à praia e me sentar à beira do Mar do Caribe para que algumas colombianas me transformasse num autêntico rastafari. Claro que estou brincando, porque o fato de deixar o cabelo próximo aos seguidores deste movimento não significa nenhuma autenticidade, principalmente porque rastafari é muito mais do que um modismo estético.

Rastafari é um movimento político e religioso, originário do culto jamaicano que reverencia o imperador etíope Haile Selassie I. Influenciado por ativistas negros da década de 1930, principalmente Marcus Garvey, o movimento combina elementos das religiões africanas, narrativas bíblicas e cultura afro-caribenha. Seus adeptos acreditam que os negros são as tribos perdidas de Israel, que serão redimidas com o retorno à África. O movimento não tem igreja nem clero, e a prática ritual é espontânea.

Então, lá estava eu, no Caribe, com cabelos em tranças. Fiquei satisfeito em realizar um desejo antigo, mas dez dias foram suficientes. Acho que cabelos em tranças não combinam muito comigo. É viagem que segue...