




Jornalismo Literário, com enfoque em narrativas de viagens.

Sábado, 30 de junho de 2007, fim da tarde. Ainda no primeiro dia em Buenos Aires, tentava me localizar. Estava parado na esquina da Avenida Corrientes com a 9 de Julho. Passei uns minutos olhando em volta a grandiosidade da cidade. Com um mapa na mão procurava como ir ao Abasto, bairro do museu Carlos Gardel e da casa noturna Azucar, onde se danca salsa. Lá também há um grande shopping center feito em uma antiga construcao, cuja fachada foi preservada.
Bem, logo identifiquei a direção do metrô que eu deveria tomar: linha vermelha até a estação Carlos Gardel. Quando ainda terminava de conferir o mapa, veio alguém me pedir informação. Uma mulher aparentemente com pouco menos de 30 anos me viu com um mapa e achou que eu seria a pessoa ideal para ajudá-la. Ela me perguntou como chegar ao numero 4070 da Av. Corrientes. Olhei mais um pouco o mapa e constatei que ela deveria tomar o mesmo metro que eu e descer na estação Medrano, uma depois da Carlos Gardel. Fomos juntos.
Paula veio de uma cidade do interior, distante 160 Km da capital argentina। Pedi para ela repetir o nome da cidade, mas quando chegou a terceira repetição e continuei sem entender, resolvi entrar logo no assunto e descobrir porque ela estava tão tensa, algo entre impaciente e aflita. Ela acabara de chegar a Buenos Aires só para visitar a Igreja Universal , por indicação de um pastor. Paula detesta cidade grande e não se sente bem no meio da multidão.
Se dependesse dela, não viria a Buenos Aires, mas por indicação do pastor veio visitar a ingreja da Av. Corrientes , 4070. Quando eu disse que sou brasileiro ela ficou muito contente. Contou que os pastores não pronunciam bem o castelhano e costumam falar em português. "Não entendo quase nada do que eles falam, mas gosto muito", enfatizou esta argentina com olhar determinado de quem estava se referindo a grandes salvadores do mundo. Se é uma coisa que não falta pelo mundo são messias brasileiros. O que pouca gente esperava seria vê-los mostrar o caminho do reino de deus aos portenhos.
No número 4070 da Av. Corrientes eu nao fui, mas fotografei a bela Igreja Universal da rua Lavalle.





